Segunda-feira, 19 de junho de 2017 às 8:23 em Internacional
Guerras e violência deixaram 65,6 milhões de deslocados no mundo

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

Um novo relatório da ONU divulgado esta segunda-feira, alerta que o número de pessoas deslocadas à força subiu para 65,6 milhões no mundo em 2016. A realidade é que a cada três segundos uma pessoa foge de sua casa por causa de guerras, violência ou perseguição.

O documento "Tendência Global: Deslocamento Forçado 2016", foi preparado pela agência das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, para marcar do Dia Mundial dos Refugiados, esta terça-feira, 20 de junho.

Síria

Segundo o Acnur, o resultado atual mostra um aumento de 300 mil nos deslocamentos forçados comparado com o que foi registrado no ano anterior.

Desse total, 22,5 milhões são refugiados. O Acnur é responsável por 80% deles e o restante está sob os cuidados da Unrwa, a agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos.

O relatório diz que o conflito na Síria continua sendo o principal foco de surgimento de novos refugiados, cerca de 5,5 milhões. Mas o Acnur cita um novo fator de preocupação: o Sudão do Sul. Desde o fracasso dos esforços de paz no ano passado 1,8 milhão de pessoas fugiram do país até agora.

Os deslocados internos representam a grande maioria com 40,3 milhões. Síria, Iraque e também a Colômbia são os países com mais pessoas delocadas internas. E os que buscam asilo completam a lista com 2,8 milhões.

País

Se fosse um país, os deslocados à força estariam à frente do Reino Unido, que tem 65,1 milhões de habitantes.

O documento mostra ainda que os menores de 18 anos representam pouco mais da metade dos refugiados. Na média geral, esse grupo corresponde a 31% da população mundial.

Os dados do Acnur revelam que os países em desenvolvimento ou mais pobres abrigam 84% dos refugiados em todo o mundo. A Turquia é a que mais recebe seguida por Paquistão, Líbano, Irã, Uganda e Etiópia.

O relatório afirma que em primeiro lugar na lista de deslocamentos forçados está a Síria, com 12 milhões, seguida por Colômbia, Afeganistão, Iraque e Sudão do Sul.

Fonte: ONU News

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